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Orelha

Tomografia com piercing: como fazer o exame sem tirar a joia de vez

Por Jaqueline Luquini, Enfermeira e Visagista Auricular, COREN-RJ 502.059Publicado em 10 de julho de 20268 min de leitura
Troca de piercing metálico por joia Bioflex para tomografia ou ressonância no Spa da Orelha da Luquini Clinic, Rio de Janeiro

Resposta rápida

Sim, a orientação médica praticamente universal é remover piercings metálicos antes de tomografia, ressonância, raio-X e cirurgias — o metal interfere na qualidade da imagem e pode gerar risco em ressonância. Para não fechar o canal do piercing, especialmente em perfurações recentes ou de cartilagem, a solução é substituir a joia metálica por uma joia de Bioflex (plástico biocompatível transparente), que atravessa qualquer exame sem interferir e mantém o canal aberto. Na Luquini Clinic, essa troca é feita no Spa da Orelha, com avaliação clínica e higienização das joias na mesma visita.

Tomografia com piercing: como fazer o exame sem tirar a joia de vez

Chegou a confirmação do exame por WhatsApp e no meio da mensagem aparece a orientação: "retirar todo tipo de piercing e adorno metálico antes do exame". Você olha para a orelha — três, quatro, às vezes cinco perfurações, algumas cicatrizadas há anos, joias que grudaram na tarraxa e que você nem lembra mais como abrir — e a dúvida bate: se eu tirar, meu furo fecha? Se eu não tirar, meu exame é cancelado?

A resposta honesta é que os dois medos são reais. Piercings metálicos precisam mesmo ser removidos para a grande maioria dos exames de imagem e para toda cirurgia. E piercings recentes, ou de cartilagem, podem começar a fechar em poucas horas sem joia dentro do canal. Mas existe uma solução que a maioria dos serviços de imagem não conta ao paciente: você pode trocar a joia metálica por uma joia de Bioflex antes do exame — e passar pela tomografia, ressonância ou cirurgia sem risco de perder o canal do furo.

É exatamente esse serviço que a Luquini oferece no Spa da Orelha, e é isso que este artigo explica em detalhe: quais exames pedem a remoção, por que o Bioflex resolve, e como é o atendimento na clínica quando você chega com o pedido do exame na mão.

Preciso mesmo tirar o piercing para o exame?

Depende do exame. Não são iguais — e a lógica muda em cada um.

Ressonância magnética

É o exame mais rigoroso. Usa campo magnético forte que interage com metais de duas formas: pode gerar aquecimento local (desconforto ou queimadura leve) e pode gerar imagem distorcida em áreas amplas ao redor da joia. O protocolo padrão da maioria dos serviços é: remover toda joia metálica antes do exame, sem exceção — mesmo titânio grau implante, mesmo com certificado do material. Alguns serviços aceitam manter a joia depois de conferir o certificado, mas isso é caso a caso e depende do técnico responsável no dia.

Tomografia computadorizada

Usa raios-X para gerar imagens em cortes. Piercings metálicos geram artefatos (aquelas riscas brancas ao redor do metal) que atrapalham a leitura da região próxima. Para tomografias longe da orelha — abdômen, tórax, membros — muitas vezes é possível manter a joia. Para tomografias de cabeça, pescoço, coluna cervical ou face, o protocolo padrão é remover.

Raio-X e panorâmicas odontológicas

Metal aparece como sombra branca opaca na imagem. Em raio-X de tórax, ombro ou membros, joia de orelha não interfere. Em radiografia panorâmica ou telerradiografia da face, interfere e pode inviabilizar o diagnóstico — remove.

Cirurgias, de qualquer porte

Aqui a lógica é outra: não é sobre imagem, é sobre segurança. Em cirurgias com anestesia geral, a joia pode ser deslocada durante a intubação. Em qualquer cirurgia com bisturi elétrico, pode gerar queimadura por corrente. Em cirurgias com equipamentos magnéticos ou de imagem intraoperatória, replica os riscos da ressonância. Praticamente todo protocolo cirúrgico exige remoção de todas as joias corporais antes do procedimento.

Por que tantos serviços dizem "não" mesmo para titânio grau implante

Titânio grau implante ASTM F136 é paramagnético — não é atraído pelo campo magnético como aço ou ferro. É o mesmo material usado em implantes ortopédicos, e pacientes com placas de titânio no fêmur fazem ressonância sem remover a placa. Do ponto de vista físico, o risco em ressonância é próximo de zero.

Então por que o serviço de imagem ainda pede remoção? Três razões práticas:

Protocolo padronizado. O serviço não tem estrutura para conferir a certificação de cada joia individualmente. Adota "remove tudo" como regra única, sem exceção, para eliminar margem de erro humano.

Artefato de imagem. Mesmo materiais seguros do ponto de vista físico geram distorção local na imagem. Se a região analisada estiver próxima da orelha, a distorção pode inviabilizar o diagnóstico — e o exame precisa ser refeito.

Certificação em mãos. A maior parte das joias vendidas como "titânio" no mercado brasileiro não tem certificação ASTM F136 real. Sem o documento, o serviço de imagem prefere não assumir o risco.

Ou seja: mesmo que sua joia seja de titânio grau implante de verdade, você pode ser orientada a remover. E, sendo honesta, essa é a orientação mais responsável do lado de quem opera o equipamento.

O problema real: o canal do furo pode fechar

Aqui está a parte que os artigos genéricos sobre "tirar piercing para exame" quase nunca abordam com clareza.

Piercings de cartilagem — helix, tragus, conch, daith, rook, industrial — têm cicatrização mais longa (6 a 12 meses) e canais que contraem em poucas horas sem joia dentro. Um exame de tomografia costuma durar 15 a 45 minutos; uma ressonância, 30 a 90 minutos; uma cirurgia, bem mais. Somando o tempo de espera, deslocamento e recuperação, é comum a joia ficar fora por 4 a 8 horas — e isso é suficiente para o canal contrair ao ponto de você não conseguir recolocar a joia original quando tentar.

Piercings recentes (menos de 6 meses de cicatrização) fecham ainda mais rápido, mesmo em lóbulo. E piercings antigos, cicatrizados há anos, também podem fechar parcialmente durante o tempo do exame — não a ponto de sumir, mas o suficiente para dificultar a recolocação e exigir dilatação profissional depois.

O resultado prático: muita gente chega no serviço de imagem, tira a joia às pressas, faz o exame, tenta recolocar no vestiário depois e descobre que não consegue mais. Aí é atendimento clínico de urgência, dilatação com joia mais fina, e não raramente refurar do zero. Quem já tentou remover ou trocar um piercing sozinha em casa sabe como esses pequenos detalhes técnicos fazem diferença.

A solução: Bioflex

Bioflex é uma joia de material plástico biocompatível — na maioria dos casos, um polímero derivado de policarbonato ou PTFE — que atravessa exames de imagem e cirurgias sem interferir e sem gerar risco. Como não é metal, não gera artefato na tomografia, não distorce imagem na ressonância, não aquece no campo magnético e não risco de deslocamento em cirurgia.

Para o canal do furo, o Bioflex funciona como a joia metálica que estava antes: mantém o canal aberto durante todo o tempo do exame, sem contrair, sem cicatrizar em cima. Depois do exame, você pode voltar à Luquini para trocar de volta pela joia definitiva — sem urgência, sem risco, sem dor.

Vale reforçar: Bioflex é solução para o tempo do exame, não substituição definitiva. Para uso permanente, as joias adequadas continuam sendo titânio grau implante ou ouro 18k. Bioflex é a ponte segura entre "tenho exame amanhã" e "meu furo continua igual depois".

Como funciona o serviço na Luquini

Se você tem exame ou cirurgia marcada e precisa remover piercings com segurança, o atendimento na Luquini funciona assim:

Passo 1 — Agendamento com antecedência. Ligue ou marque pelo WhatsApp com pelo menos 3 dias de antecedência do exame. Explique o tipo de exame que fará, quantos piercings tem e há quanto tempo. Isso permite que a equipe organize a joia de Bioflex adequada ao seu caso.

Passo 2 — Consulta no Spa da Orelha. No dia agendado, você vai à Luquini Clinic para a troca. A especialista avalia cada perfuração, remove a joia atual com técnica clínica (sem forçar, sem risco de dano ao canal), higieniza a joia original em cuba ultrassônica e faz a colocação da joia de Bioflex. Todo o processo é feito em ambiente clínico, com material estéril de uso único.

Passo 3 — Spa da Orelha na mesma visita. Como você já está lá com a joia removida, é o momento ideal para o Spa da Orelha completo: higienização profunda das joias, avaliação de sinais de irritação ou intercorrência nas perfurações, e orientação de manutenção. É o serviço mais completo de manutenção de piercings da Luquini, feito uma ou duas vezes por ano — e a visita para o Bioflex costuma ser a ocasião perfeita.

Passo 4 — Exame realizado normalmente. Você vai ao serviço de imagem ou hospital com o Bioflex já colocado. Comunique ao técnico que está com joia de Bioflex — plástico biocompatível, não metálico. Praticamente todo serviço de imagem aceita o Bioflex sem restrição.

Passo 5 — Retorno para recolocar a joia definitiva. Depois do exame, agende o retorno para a Luquini para trocar a Bioflex pela joia original (já higienizada) ou por uma nova. Não há pressa — o Bioflex pode ficar por dias sem prejuízo ao canal.

Tem exame ou cirurgia marcada? Agende o Spa da Orelha da Luquini com pelo menos 3 dias de antecedência para trocar suas joias por Bioflex com segurança. Ou fale pelo WhatsApp para explicar sua situação e receber orientação personalizada.

Perguntas frequentes

Preciso tirar piercing para tomografia?
Depende da região do exame. Tomografia de cabeça, pescoço ou coluna cervical costuma exigir remoção porque a joia metálica gera artefato na imagem. Tomografia de abdômen, tórax ou membros distantes geralmente não exige remoção do piercing de orelha. Confirme com o serviço de imagem antes.
Precisa tirar piercing para ressonância magnética?
Sim, na maioria dos serviços. O protocolo padrão é remover toda joia metálica antes da ressonância, independente do material declarado, para eliminar risco de aquecimento local e evitar distorção de imagem. Confirme no ato do agendamento.
O que é joia Bioflex e como ajuda no exame?
Bioflex é uma joia de material plástico biocompatível que atravessa exames de imagem e cirurgias sem interferir e sem gerar risco. Como não é metal, não gera artefato na tomografia, não distorce imagem na ressonância e mantém o canal do furo aberto durante todo o tempo do exame — evitando que o piercing feche.
Meu piercing pode fechar durante o exame?
Sim, especialmente em perfurações de cartilagem ou piercings com menos de 6 meses de cicatrização. Sem joia dentro, o canal contrai em poucas horas. Para evitar isso, a solução é substituir a joia metálica por uma joia de Bioflex antes do exame — o canal permanece aberto e você pode fazer o exame com segurança.
Como é o serviço de troca por Bioflex na Luquini?
A troca é feita no Spa da Orelha, com agendamento prévio de pelo menos 3 dias antes do exame. A especialista remove a joia atual com técnica clínica, higieniza em cuba ultrassônica e coloca o Bioflex. Na mesma visita, você pode aproveitar para fazer o Spa da Orelha completo (higienização das joias e avaliação clínica das perfurações). Depois do exame, você agenda o retorno para trocar de volta pela joia definitiva.
Titânio grau implante posso deixar em ressonância?
Do ponto de vista físico, sim — titânio grau implante F136 é paramagnético e considerado seguro em ressonância. Mas a maioria dos serviços de imagem exige remoção por protocolo padronizado. Confirme com o serviço no ato do agendamento.

Continue lendo no Manual da Orelha

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